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Índice de Felicidade de Portugal e a sua relação com o rendimento por capita

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Portugal situa-se no meio do PIB per capita e no indicador de felicidade. Contudo são muitos os países mais pobres que conseguem ser mais felizes.

Recentemente veio a lume a publicação da Felicidade dos Países. Como era de esperar os países mais ricos são os mais felizes.

Aquele mito que o dinheiro não traz felicidade é desmentido. Aqui, talvez a felicidade deva estar relacionada com o valor que te dão pelo que fazes,  e esse valor permite-te uma vida confortável e respeitosa.

O que se passa com a felicidade de Portugal?

Portugal situa-se no meio da tabela, em cima da linha de tendências.

Neste alinhamento destacam-se duas situações.

  • Somos mais pobres mas mais felizes que a Coreia do Sul, Japão e Hong Kong
  • Somos mais ricos mas menos felizes que 22 países.

Entendemos a miséria de Hong Kong, que estão a perder as suas liberdades, já a Coreia do Sul e o Japão parece ser um problema sócio-cultural.

Mas agora como é que estes 22 países são mais felizes que nós? São muitos países.

O que se passa? fica a ideia que não se trata de um país com justiça? que as pessoas perderam a esperança? as relações do trabalho? apesar de socialista, a riqueza está mal distribuída? existe alguma coisa cultural? …

indice de felicidade em portugal

O consumo anti depressivos confirma a infelicidade

Outro indicador de infelicidade é o consumo de anti depressivos, bem antes do Covid Portugal era o quinto país com maior consumo de antidepressivos.

Felicidade é coisa dos Governos?

Esta questão tem haver se os governos interferem na felicidade dos seus povos? 

“Sem dúvida que cada pessoa é responsável pela sua própria felicidade

Existem vários segmentos da sociedade que são afetados por injustiças e desigualdades, e o acumular dessas minorias silenciosas, pode ser uma das vias para compreender a menor felicidade em geral.

Existem vários temas que o governo pode endereçar, vejamos apenas alguns:

Dinheiro disponível (o que estamos a falar) – os gráficos dão ideia dessa relação.

Justiça –  quando ela trabalha apenas para uns.

Respeito no trabalho – aqui Portugal até a própria Autoridade das Condições do Trabalho tem problemas, professores com problemas,…

Valores morais – uma coisa que corrói em lume brando. As promessas que nunca se cumprem.

Em Portugal fica a ideia de que o Governo quer colocar uma “sociedade feliz” á frente da Economia. 

Singapura colocou a economia á frente, e proporcionalmente não conseguiram trazer mais felicidade.

Ver o comentário relativo a Singapura (2016)

Fica a ideia de um equilíbrio nórdico. 

Ou seja, seria da responsabilidade de um governo de maioria absoluta 2022-2026 saber o que se passa, e depois tomar medidas.

No final desta legislatura, seremos relativamente ainda mais pobres? irão existir ainda mais países mais pobres mas mais felizes?

Será a felicidade do Povo uma questão cultural?

Provavelmente é um dos fatores.  A questão da Coreia do Sul, que segundo parece é uma sociedade machista. Pode ser uma das razões. 

O Japão também parece ser uma cultura diferente. Não se sabe se o conceito de felicidade é o mesmo que o Ocidental.

A maneira como as pessoas se tratam, a cultura, a cooperação, o respeito, a alegria,… são fatores culturais.

Pergunta-se qual a identidade do Português.

Quais são os países mais pobres mas mais felizes que nós:

  • Argentina
  • Brazil
  • Chile
  • Colombia
  • Costa Rica
  • Ecuador
  • El Salvador
  • Guatemala
  • Honduras
  • Hungary
  • Kazakhstan
  • Latvia
  • Mauritius
  • Mexico
  • Nicaragua
  • Panama
  • Philippines
  • Romania
  • Slovakia
  • Thailand
  • Uruguay
  • Uzbekistan

As fontes de dados

 

World happiness report

A preparação do primeiro Relatório da Felicidade Mundial foi baseada no Earth Institute da Universidade de Columbia, com o apoio da investigação do Centre for Economic Performance na LSE e do Canadian Institute for Advanced Research, através das suas bolsas de apoio à investigação na Vancouver School of Economics na UBC. A base central dos relatórios tem sido, desde 2013, a Rede de Soluções de Desenvolvimento Sustentável (SDSN) e o Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Columbia, dirigido por Jeffrey D. Sachs. Embora os editores e autores sejam voluntários, há custos administrativos e de apoio à investigação cobertos mais recentemente através de uma série de bolsas da Fundação Ernesto Illy, illycaffè, Davines Group, The Blue Chip Foundation, The William, Jeff, e Jennifer Gross Family Foundation, The Happier Way Foundation, Indeed, e a maior marca de gelados Wall’s da Unilever.

Tal como referido no relatório, este ano tem sido um ano como nenhum outro. A equipa da Gallup World Poll tem enfrentado desafios significativos na recolha de respostas este ano devido à COVID-19, e apreciamos muito os seus esforços para fornecer dados atempados para este Relatório. Também agradecemos os dados da World Risk Poll fornecidos pela Lloyd’s Register Foundation como parte do seu suplemento de risco à Gallup World Poll em 2019. Agradecemos também muito os dados sobre satisfação de vida recolhidos durante 2020 como parte do Covid Data Hub gerido em 2020 pelo Imperial College London e pela equipa do YouGov. Estas parcerias de dados são todas muito apreciadas.

DataBank
World Development Indicators World Development
O Banco Mundial dá uma confiança na fiabilidade dos dados.

PIB per capita, PPC (actual $ internacional)
Este indicador fornece valores per capita do produto interno bruto (PIB) expressos em dólares internacionais actuais convertidos pelo factor de conversão da paridade do poder de compra (PPC). O PIB é a soma do valor acrescentado bruto de todos os produtores residentes no país mais quaisquer impostos sobre produtos e menos quaisquer subsídios não incluídos no valor dos produtos. o factor de conversão é um deflator espacial de preços e um conversor de moeda que controla as diferenças de nível de preços entre países. A população total é uma população de meio ano com base na definição de facto de população, que conta todos os residentes independentemente do seu estatuto legal ou cidadania.

Fonte: Programa de Comparação Internacional, Banco Mundial | Base de dados de Indicadores de Desenvolvimento Mundial, Banco Mundial | Programa PPP Eurostat-OECD.

O que se passa com países como Singapura

Não é de surpreender que os cingapurianos tenham uma classificação pobre em termos de felicidade. Há vários inquéritos globais que mostram que os trabalhadores de Singapura são um lote infeliz. A sondagem de Randstad em 2014 mostrou que os cingapurianos são a segunda mão-de-obra mais infeliz. Gallup em 2011 mostrou que os cingapurianos não são apenas as pessoas mais infelizes, mas também as mais desmotivadas. O estudo da Ipsos APAC em 2014 mostrou que os cingapurianos são o segundo povo mais infeliz na área da Ásia-Pacífico. Porque é que um país com um dos mais altos PIB per capita do mundo pode ser tão infeliz. Será que o dinheiro não compra felicidade?
Primeiro, deixe-me dizer que não se deve assumir que um PIB per capita elevado se traduz automaticamente num nível de vida elevado. Quando o custo de vida é muito elevado, um PIB per capita ou salário elevado não compra muito, e como tal o nível de vida de uma pessoa pode, na realidade, ser baixo.
Dito isto, deixem-me resumir as possíveis razões pelas quais as pessoas lá são infelizes. Elas não estão listadas em nenhuma ordem de importância.


1. EDUCAÇÃO. Como alguém correctamente assinalou, há uma grande pressão para se destacar na escola a ponto de as crianças não poderem ser crianças e gozarem a sua infância. A pressão para se sair bem em testes padronizados é algo que consome toda a energia, tempo e dinheiro das crianças e dos seus pais, em detrimento de um estilo de vida mais equilibrado. Para toda a conversa sobre um sistema de aprendizagem mais criativo, as crianças de Singapura continuam, na sua maioria, a aprender de forma rotineira.


2. TAMANHO. Por muito bem sucedido que Singapura seja, é ainda um país muito pequeno que é como um grão de pó no mapa. Devido a limitações de espaço, direi apenas que viver num país grande como os EUA, é muito menos limitativo do que viver numa ilha de 500 milhas quadradas. Para além de ir trabalhar, os centros comerciais, os centros de vendedores ambulantes ou as praças de alimentação, não há realmente muito mais a fazer em Singapura. Os parques são uma piada e não há praticamente paisagens naturais como montanhas, lagos, ou trilhos de parques que se possam desfrutar.


3. CLIMA. Este é o assassino. O tempo todo o ano é quente, quente e quente. Há pouca variação entre os meses, e parece que o seu Verão durante todo o ano pode parecer bom, mas quando a humidade é tão alta como em Singapura, torna-se muito desconfortável para viver. Não é raro ter de tomar banho 2-3 vezes por dia porque é tão quente.


4. SISTEMA POLÍTICO. Singapura tem sido governada pelo mesmo partido há décadas. E embora se possa argumentar que o governo tem feito um bom trabalho geral governando o país e que as eleições de hoje são geralmente justas e transparentes, há também muitos que querem uma representação mais diversificada no governo uma vez que as suas vozes não estão a ser ouvidas.


5. CUSTO DE VIDA. Coisas simples que outros no Ocidente tomam por garantidas custam uma bomba em Singapura. Tomemos os carros, por exemplo. Um Toyota Corolla Altis custa 110.000 dólares em Singapura quando se tem em conta o COE (basicamente o direito de comprar um carro), seguros, etc. Nos EUA, um Toyota Corolla que eu suspeito ter um motor mais potente custaria apenas US$17.000 com um seguro de cerca de US$700 por ano. As casas são extremamente caras. A maioria dos condomínios privados custam mais de 700.000 dólares com muitos de valor bem superior a um milhão ou dois. E isso não compra um quintal ou pátio da frente, mas um espaço de betão sem qualquer vista significativa. E os sortudos com uma casa em terra, aquilo a que chamam propriedades terrestres, terão de enfrentar os vizinhos de ambos os lados, uma vez que tais edifícios são construídos em conjunto, ao contrário da maioria das casas nos EUA. A maioria das propriedades são arrendadas, o que significa que o governo pode levá-las de volta assim que o arrendamento terminar. Alguns habitantes de Singapura orgulham-se de ter de pagar preços tão exorbitantes por casas e carros, mas isso é para um outro tópico completamente diferente.


6. SMOG. Embora Singapura tenha bons controlos da poluição e do ambiente, não consegue controlar a queima de florestas na Indonésia. Em resultado disso, o fumo desce para Singapura todos os anos causando poluição extrema no ar e prejudicando a saúde de todos os habitantes de Singapura. Mesmo nos meses em que isto não acontece, o ar em Singapura não tem um cheiro fresco e limpo.


7. LIBERDADE DE EXPRESSÃO. Embora se diga que há liberdade de expressão em Singapura, a realidade é que só em certa medida existe liberdade de expressão. Há algo a que chamam marcadores OB ou marcadores fora dos limites que limitam o que se pode dizer. Há também limites rigorosos sobre o que se pode dizer sobre religiões, e qualquer crítica a qualquer religião não será tolerada em nome da harmonia social. Para mim, isto não faz sentido, uma vez que a capacidade de expressar livremente os nossos pontos de vista, seja sobre a sociedade, o governo ou a religião, é o que permite às sociedades desenvolverem-se e avançarem. Suspeito que muitos Singaporeenses gostariam de poder expressar os seus pontos de vista, mas estão proibidos de o fazer. A escolha é ficar calado ou falar livremente e ir para a prisão.

 

8. RICH/POOR GAP. O fosso entre ricos e pobres continua a alargar-se. Se medida pelo co-eficiente Gini, Singapura tem uma das piores desigualdades de rendimento na Ásia. Assim, enquanto os ricos continuam a viver como se não houvesse amanhã, a pessoa média está a lutar.


9. ESTRANGEIROS . Tem havido um afluxo maciço de estrangeiros nos últimos anos, tão maciço que eles representam agora cerca de 45% da população. Há os trabalhadores estrangeiros altamente qualificados e há os trabalhadores estrangeiros pouco qualificados. Os Singaporeans são espremidos entre estes dois grupos. Eles não podem aceitar os empregos mal pagos porque os estrangeiros estão lá, e têm de competir com os estrangeiros pelos empregos mal pagos, no seu próprio país! Se os EUA admitissem a mesma percentagem de estrangeiros, teriam de admitir cerca de 200 milhões, e pode imaginar o tumulto se isso acontecer. Em Singapura, no entanto, os protestos não são permitidos, pelo que as pessoas terão apenas de aceitar o status quo. Esta é inevitavelmente uma das principais causas de infelicidade.


10. PROPAGANDA. Qualquer pessoa que tenha vivido em Singapura conhecerá a constante propaganda a que está sujeita. No passado houve campanhas como a de falar bem inglês, campanha de falar mandarim, campanha de não cuspir, campanha de manter a casa de banho limpa, campanha de romance, etc. É por isso que alguns chamam a Singapura o estado de babysitter. Embora os objectivos pretendidos de tais campanhas sejam bons, pode tornar-se cansativo ser constantemente dito o que fazer. Nos EUA, tal propaganda seria motivo de riso.


11. EQUILÍBRIO TRABALHO/VIDA. Os cingapurianos trabalham longas horas, e a maioria dos agregados familiares exige que marido e mulher trabalhem devido ao elevado custo de vida. Como resultado, a maioria dos agregados familiares recebem criadas de países pobres como as Filipinas, Indonésia e Myanmar para cozinhar e limpar e cuidar dos seus filhos para eles. Suspeito que a maioria prefere não ter uma empregada a viver com eles, mas não têm escolha, dadas as exigências do seu trabalho.


12. SERVIÇO NACIONAL. Este é um ponto nevrálgico para muitos homens. São obrigados a cumprir dois anos de serviço militar, mas as mulheres estão isentas. É realmente uma política sexista que coloca os homens em desvantagem. Tenho a necessidade de ter um exército forte para proteger o país. Mas tenho a certeza de que muitos desejam não ter de o fazer. Pergunte a si mesmo como gostaria que tivesse de interromper a sua vida durante dois anos para fazer o serviço militar num clima quente e húmido, correndo à volta de alguma floresta em calor de 90 graus. Muitos homens também estão chateados por muitos estrangeiros terem todos os benefícios de viver em Singapura, mas não terem de fazer o serviço nacional.


13. PAÍSES VIZINHOS. Embora Singapura seja muito avançada em comparação com os seus vizinhos, está bem ciente de que estes vizinhos se estão a desenvolver e a morder os calcanhares. Para se manterem à frente, os habitantes de Singapura têm de trabalhar arduamente e Singapura tem de se reinventar vezes sem conta. As políticas estão constantemente a mudar à medida que o governo tenta manter o país em movimento e manter-se à frente. O resultado de tudo isto é um estilo de vida muito stressante.


11. INTERNET. Singapura é um dos lugares mais conectados do mundo, e os habitantes de Singapura podem ter uma noção de como os seus estilos de vida se comparam com os outros. Vêem-se a trabalhar arduamente, mas não vêem os seus salários a ir longe, devido ao elevado custo de vida. Vêem como os outros vivem em países desenvolvidos semelhantes e questionam porque é que o seu nível de vida não está ao nível desses países. Como resultado, alguns optarão por partir para pastagens mais verdes. Mas a maior parte não o fará por ser arriscado pegar e emigrar e os Singaporeenses correm geralmente um risco adverso. Como resultado, eles têm de enfrentar todos estes factores que enumerei, e que suspeito ser a razão pela qual estão tão infelizes.

Fonte: Quora

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